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Como avaliar projetos escolares

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Como avaliar projetos escolares

Quando visualiza uma sala de aula e um determinado conjunto de alunos, um professor tenta imaginar um leque de soluções que sejam mais interessantes, motivadores e viáveis para incentivar à participação quanto aos conteúdos abordados antes mesmo de pensar em avaliar os resultados dessas estratégias.
O termo avaliar tem sido insistentemente associado à realização de testes, trabalhos exames, atribuição de classificações, reprovações ou aprovações. Esta associação de termos e realidade continua a ser dominante nas escolas, como uma tradição, apesar da sua concepção ser considerada arcaica. Nesta realidade antiquada, a educação não passa de transmissão e memorização de conhecimentos e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo, cujo papel é o de provar que os conteúdos estão a ser apreendidos e aplicados.
Se analisarmos em perspectiva uma concepção pedagógica mais moderna, alicerçada na psicologia, a educação será como uma experiência de vivências diversificadas e variadas, com o objetivo de proporcionar o melhor desenvolvimento motor, cognitivo, objetivo e social do aluno. Nesta perspectiva, portanto, o ser em formação é ativo e dinâmico, que tem um papel fundamental na participação da construção do seu próprio nível de conhecimento.
Assim, educar é formar e aprender, é construir o próprio saber. A avaliação contempla dimensões, e não se reduz apenas a atribuir classificações, números frios sem história.
Considerando o processo ensino/aprendizagem como uma realização de mudanças e aquisições de comportamentos motores, cognitivos, afetivos e sociais, a avaliação funcionará como entidade reguladora e verificará se todas essas vertentes estão a ser preenchidas com sucesso de forma a ajudar o aluno a progredir na aprendizagem e na construção do seu saber. Desta forma, a avaliação assume um sentido cooperativo e também orientador, pois permite que o aluno tome consciência de seus avanços e dificuldades, para continuar a progredir.
Ao avaliar o progresso de seus alunos na aprendizagem recorrendo aos trabalhos escolares, o professor pode obter informações valiosas sobre o seu próprio trabalho. Nesse sentido a avaliação concede um feedback, porque fornece ao professor dados úteis no sentido de aperfeiçoar e melhorar o planejamento de suas aulas, para que resulte em maior êxito na aprendizagem por parte dos seus alunos.
A avaliação deve ser bifuncional: diagnóstica e prognóstica. A primeira permite verificar quais as causas do insucesso e as carências a suprir; a segunda permite verificar se o aluno reune as condições essenciais para a permanência em determinada linha de orientação escolar.
Quanto aos trabalhos escolares mais especificamente, o aluno se sente motivado quando entende que há um objetivo concreto na proposta do professor. Nesse sentido, ele sentirá que os seus resultados estão a ser valorizados ou novamente apreciados com a ajuda do professor. Também poderá esclarecer-se quanto ao seu desempenho, pois poderá compará-lo com os resultados obtidos até um dado momento e constatar que os seus progressos e dificuldades são vistos a partir de seu próprio nível de rendimento escolar, das suas necessidades e possibilidades de sucesso.
Os trabalhos escolares servem para a obtenção de informações sobre o conhecimento específico do estudante e geralmente contempla unidades de conteúdos relativamente pequenas. O resultado será a evidência daquilo que o aluno sabe ou pode fazer, não procurando discriminar diferentes níveis de rendimentos nem alunos entre si.
A avaliação dos projetos escolares está interligada com a avaliação do desempenho e com a avaliação do currículo, dentro do contexto escolar, valorizando o percurso do aluno e incentivando-o à pesquisa, ao raciocínio lógico, à capacidade de seleção de informação útil, de forma a que seja também enfatizada a sua autonomia e a sua realização enquanto estudante.
Portanto, a avaliação de trabalhos escolares enfatiza o aprender, o prazer pelo conhecimento, o estímulo pelo enriquecimento e valorização pessoal. Consiste ainda na resolução de situações, na criação e reinvenção de soluções. O aluno aprende quando consegue ultrapassar dificuldades, e mais depressa o consegue quando dá conta que o conseguiu fazer sozinho.
O professor, como mediador, deve criar uma situação que provoque o aluno, que o obrigue a desafiar as suas próprias capacidades de forma a causar desequilíbrio em relação ao assunto proposto, favorecendo com isto a tomada de consciência do aluno e a percepção de que ele tem o poder de mudar e transformar o seu presente em função do seu futuro.

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