Como conversar com deficientes auditivos
Comunicar com deficientes auditivos pode ser uma tarefa difícil quando não se está adequado e suficientemente informado das reais implicações de tal limitação, e quando não há um esforço para se tentar ultrapassar certas barreiras comunicativas. No entanto, há algumas atitudes e comportamentos que se podem adotar como forma de reduzir tais “ obstáculos”.
Será importante esclarecer que deficiência auditiva não é o mesmo que surdez: aqueles que sofrem de perda de audição parcial, podendo a recuperar graças a próteses auditivas, é que são realmente deficientes auditivos. Já a surdez, implica uma perda de audição total. Entre os surdos há aqueles vulgarmente conhecidos como surdos-mudos, que podem muitas vezes não ser verdadeiramente mudos, mas apenas não costumar falar, seja por se sentirem pouco à vontade ou por não terem sido estimulados a desenvolver tal capacidade (nos casos em que a perda da audição se verificara antes da aprendizagem e aperfeiçoamento naturais da fala); e há os surdos oralizados, os quais, não ouvindo, se comunicam principalmente lendo os lábios do seu interlocutor. Podem ser surdos de nascença (nestes casos a fala é aprendida através da fonoterapia) ou ter perdido a audição após a aprendizagem total da fala.
Instruções
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1
Esclarecida esta questão, se poderá então apontar os seguintes conselhos para facilitar e/ou melhorar a conversação com deficientes auditivos:
deve falar pausadamente, embora da forma mais natural possível, ou poderá fazer com que a pessoa se sinta discriminada ou pouco à vontade; -
2
tente adequar o volume e intensidade de voz ao grau de surdez do indivíduo, de acordo com os sinais e as necessidades que ele demonstrar;
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3
evite se distrair e virar o rosto ao falar, pois ele poderá perder partes importantes da comunicação, uma vez que muitas vezes lê os lábios;
Dicas & Advertências
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combata o preconceito de que deficiente auditivo possui também deficiências cognitivas e intelectuais. Ele pode ser tão, mais ou menos inteligente do que qualquer pessoa dita normal.
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não parta do pressuposto de que todos os deficientes auditivos sabem língua de sinais. É essencial conhecer bem o deficiente auditivo com quem fala e adequar, assim, o tipo de comunicação.