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Como dilatar a pupila

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Como dilatar a pupila

O olho é um órgão complexo e sede de inúmeras alterações. O exame oftalmológico exige a avaliação das suas estruturas externas (córnea, íris, esclera, órgãos da câmara anterior), assim como das suas estruturas internas (cristalino, retina e nervo ótico, órgãos da câmara posterior).

A visualização das estruturas mais internas do olho só é possível se a pupila estiver dilatada. A sua dilatação permite a avaliação e diagnóstico de patologias tais como: cataratas, descolamento da retina, diabetes e hipertensão arterial.

A dilatação das pupilas também é necessária para o tratamento de algumas patologias oculares, tais como uveíte, e em algumas cirurgias do olho.

Dificuldade
Fácil
Instruções
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    A pupila é uma estrutura localizada no centro do olho, entre a câmara anterior e a câmara posterior. Tem uma forma esférica e funciona como a abertura de um diafragma de uma máquina fotográfica, aumentado ou diminuindo o seu diâmetro em resposta à luz. A sua abertura é regulada pela íris. Para além da intensidade da luz, a atividade da pupila é também regulada pela distância a que os objetos se encontram, assim como por determinados estímulos neurossensoriais. Esta sua caraterística permite aos oftalmologistas manter a pupila dilatada durante o exame do olho, através da aplicação de certas substâncias.

    As substâncias que fazem dilatar as pupilas são chamadas midriáticas e estão englobadas em duas categorias: os midriáticos alfa agonistas e os ciclopégicos.

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    A aplicação das substâncias midriáticas é feita sob a forma de colírios. Assim deve colocar-se uma ou duas gotas do colírio, espaçadas de 5-10 minutos no saco conjuntival. No caso de se proceder a um exame oftalmológico, as gotas devem ser colocadas cerca de 15 a 20 minutos antes de se proceder à visualização do fundo do olho.

    O exame é feito numa sala com baixa luminosidade. Após ter exercido o seu efeito, os midriáticos impedem que a pupila feche, mesmo quando o olho é submetido à incidência de luz direta.

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    Os medicamentos midriáticos alfa agonistas atuam no músculo radial da íris. Este músculo é o responsável pela dilatação da pupila. A fenilefrina é um exemplo deste tipo de midriáticos, utilizando-se normalmente a solução de 10%. Pode sentir um ligeiro ardor e lacrimejo que pode ser controlado com a aplicação prévia de um anestésico local.

    Os midriáticos ciclopégicos atuam no músculo ciliar da íris, causando a sua paralisia e consequente dilatação da pupila. São exemplo deste tipo de midriáticos a atropina, o ciclopentolato e a tropicamida. A tropicamida é a mais usada no exame oftalmológico porque a duração da midríase que provoca é a mais curta (cerca de 6 horas). A atropina e o ciclopentolato ocasionam uma dilatação da pupila mais prolongada: 24 horas (ciclopentolato), 7 a 12 dias (atropina).

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    Após a dilatação da pupila, você fica mais sensível à luz e incapaz de ver ao perto. Por este motivo, deve usar óculos escuros depois da aplicação de uma substância midriática e evitar a condução de carros 1 a 2 horas depois de um exame ocular.

Dicas e AVISOS
  • A sensibilidade aos midriáticos varia com a pigmentação da iris: olhos mais claros são mais sensiveis à sua ação que os olhos escuros.
  • A aplicação de midriáticos deve ser feita com muita precaução em doentes com glaucoma de ângulo fechado, pois aumentam a pressão intraocular.
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