Como entender o que é uma empresa
Se consultarmos uma enciclopédia, um dicionário ou um qualquer livro de definições e conceitos, facilmente encontraremos que ‘uma empresa é uma pessoa jurídica com a finalidade própria de exercer uma atividade particular, pública ou de economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços com o objetivo de atender a alguma necessidade humana.’ Trata-se de uma entidade que conjuga meios técnicos, humanos e financeiros e os organiza com vista à concretização de um determinado fim econômico, uma visão comum, a qual passa pelo exercício de uma atividade orientada para a satisfação das necessidades dos seus diferentes agentes, nomeadamente: os trabalhadores, pelo emprego e seu salário; os acionistas, pela realização do lucro que recompensa o risco incorrido; os credores, pelo reembolso do capital e juros dentro do prazo estabelecido; os fornecedores, através da procura de seus bens ou serviços; os seus clientes, através da oferta desses bens ou serviços; e o Estado, pelo cumprimento de obrigações fiscais e legais, entre outros.
A consequência mais aliciante para a empresa é a obtenção do lucro que, na visão moderna das empresas privadas, resulta do processo produtivo e é o resultado esperado por quem investe. Por seu lado, as empresas do poder público têm como fim obter rentabilidade social. As empresas, no geral, podem ser individuais ou coletivas, dependendo do número de sócios que dela fazem parte.
A empresa, enquanto expressão da atividade do empresário está sujeita a normas específicas, que fazem depender o exercício da empresa de determinadas condições ou pressupostos. Estes são as disposições legais que se referem à empresa comercial, como o seu registro e condições de funcionamento.
Se entendermos a empresa como idéia criadora, a que a lei concede tutela, defini-la-emos como o conjunto de normas legais de repressão à concorrência desleal, de proteção à propriedade imaterial (marcas, designação comercial, patentes,…).
A empresa pode ser também vista como um complexo de bens, que em conjunto formam um estabelecimento comercial. Este tipo empresarial regula a sua proteção e a transferência de sua propriedade.
Se atentarmos aos mercados mais concorrenciais, assistiremos à distinção feita entre a gestão da empresa e o titular da empresa, ou seja, o dono da empresa pode não ser a melhor pessoa a geri-la. Isto acontece mais frequentemente quando o criador da empresa, por motivos de idade, precisa sair do seu posto, ou quando a empresa cresce de tal forma que se torna demasiado exigente administrá-la sozinho e, consequentemente, resulta como indispensável fazer a sua gestão de forma plural.
As empresas multinacionais são as que atuam em vários países, isto é, já ultrapassaram as barreiras geográficas e políticas impostas pelo país onde nasceram, onde apenas deixaram as suas sedes, e deslocaram filiais para diversos mercados em todo o mundo. Há mesmo aquelas que são tão grandes que não podem falir e a quem todos temos que acudir em situações econômicas mais aflitivas. Neste caso, mesmo sendo privadas vêm ao encontro do interesse público.
No entanto, mesmo quando atinge tal dimensão, uma empresa nunca é algo que se restrinja aos seus proprietários. Nela existem sempre trabalhadores e as suas famílias, os credores, os fornecedores, os clientes… Uma empresa, em rigor, nunca é um organismo fechado.
As pessoas naturalmente se interessam mais por algo em que elas próprias acreditam. Não haverá nada mais poderoso numa empresa do que ela própria acreditar que o que vende é bom para os seus clientes.
Para a empresa crescer precisa de pessoas e estas trabalham melhor quando elas acreditam no que estão fazendo, portanto estão mais motivadas. A empresa, independentemente da área em que se insere, cresce mais depressa quando os seus colaboradores sentem que aquilo que estão fazendo melhora indubitavelmente a vida do cliente/consumidor. Desta forma, cria-se uma marca, uma imagem credível, autêntica e única, de excelência, com a qual rapidamente o cliente se identifica e se fideliza.
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