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Como era a política do pão e circo

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Como era a política do pão e circo

Breve relato sobre o funcionamento da política de "pão e circo" utilizada na época do imperialismo romano, onde tentava-se mascarar a realidade da população, através de atrações circenses e distribuição de comida para o público.

Dificuldade
Fácil
Instruções
  1. 1

    Quando a Roma antiga estava tomada pela pobreza, corrupção e por um crescimento urbano acelerado, os governantes imperiais adotaram uma política de controle da população, intitulada “política do pão e circo” (Panem et circenses).
    Tal estratégia consistia em uma distribuição mensal de alimentos como pães e trigo (visando impedir que os plebeus passassem fome), além de diversas atrações populares, como corridas e lutas de gladiadores (com o intuito de manter o povo entretido).
    A ideia dessa política era não dar motivos para que as pessoas reclamassem do governo, ou se interessarem por política. O pensamento da época era que, enquanto as pessoas estivessem alimentadas e se divertindo, nada mais importaria para eles. Sendo assim, os ricos e poderosos poderiam continuar fazendo o que quisessem, e os populares continuariam com uma falsa noção de felicidade, pois não perceberiam toda a corrupção a sua volta. E, para isso, os romanos caprichavam nas atrações.
    Os espetáculos ocorriam em grandes arenas, que eram belas e grandiosas construções arquitetônicas, sendo o Coliseu a mais famosa delas. O Coliseu foi palco de algumas das maiores lutas entre gladiadores, eventos esses que se caracterizavam tanto pela grandiosidade dos combates quanto pela violência empregada. Os acontecimentos também eram uma rara oportunidade dos pebleus poderem ver de perto o seu imperador, já que esse sempre prestigiava os combates.
    A política foi tão bem sucedida que o calendário romano chegou a ter cento e setenta e cinco feriados anuais, tornando as atrações públicas um evento solene aguardado pela população, que não perdia nenhuma apresentação, sempre usando suas melhores togas (vestimenta característica do povo romano).
    O filme americano Gladiador (Gladiator, 2000) dirigido por Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe é um bom exemplo para conhecermos melhor como funcionava o “pão e circo”. Contando a história de Maximus (interpretado por Crowe), um general romano a serviço do imperador Marco Aurélio (Richard Harris) que, após a morte deste (pelas mãos de Commodus, seu ganancioso filho que anseia ser imperador, interpretado por Joaquim Phoenix) se torna escravo e gladiador. Em certos momentos da projeção, vêem-se os pães sendo distribuídos para a população em meio aos espetáculos. O diretor Ridley Scott, na sua busca por realismo, buscou filmar suas cenas dentro das ruínas do próprio Coliseu. Gladiador fez um enorme sucesso nas bilheterias, além de ser aclamado pelo público e pela crítica, tendo, inclusive, ganho os Oscars de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som.

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