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Como fazer um enterro espirita

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Como fazer um enterro espirita

Muitas religiões no Brasil e no mundo são munidas de tradições e rituais, tanto no nascimento quanto na morte, muitas religiões comuns na sociedade tem praticas desconhecidas pela maioria, como por exemplo, os espítitas.

Dificuldade
Fácil
Instruções
  1. 1

    Você sabia que num velório de um espírita chorar é considerado prejudicial ao falecido? Características pequenas fazem com que o velório dessa religião seja único. Assim que a pessoa falece, a família deve procurar o mais rápido possível enterrá-lo, curiosamente ele é enterrado com as roupas que mais se identificam com o falecido, e todos os adornos (anéis, pulseiras, colares) são retirados. O velório pode acontecer tanto com o caixão aberto quanto fechado, é uma opção da família, tanto quanto o tipo de caixão. Os espíritas não costumam usar velas, e durante o velório deve-se manter o ambiente mais positivo possível, segundo a crença o espírito que desencarna deve ter vibrações positivas, tanto durante o velório, quanto as condolências prestadas a família, por isso evitar chorar e fazer comentários do tipo “meus pêsames” são praticas dos espíritas durante o velório.
    É interessante lembrar que em momento algum os espíritas consideram a morte como algo triste, é apenas uma fase do ciclo que o espírito passa, o valor do espírito que se foi é grande, por isso se trajar com o devido respeito para a ocasião também é tradicional. Evitar cores escuras, o preto (muito usado em outras religiões) faz com que o espírito desencarne com todas as boas vibrações que a família lhe deseja.
    Apesar de serem hábitos não muito trabalhosos, que envolvem atos simples de humildade, solidariedade a família e vibrações positivas ao desencarnado, segunda a crença espírita, faz toda a diferença. Muitas práticas comuns em outros velórios (como a condecoração do tumulo, a necromaquiagem, as demonstrações de desespero durante o velório) denotam de uma personalidade um tanto quanto egoísta, segundo os espíritas, esse tipo de pratica mostra um tom de orgulho quanto a perda da pessoa e dos pertences do falecido, quanto sua presença física.
    Serenidade com tom de voz baixa, calma e tranqüilidade com orações voltadas ao bem-estar do espírito, mostrando que a morte para aquele que fez o bem na terra, é apenas a passagem, sem tormentas ou desesperos. O espírita deixa isso bem claro, a família tem responsabilidade de ajudar o espírito a recuperar-se após a morte.
    O estudioso espírita Jorge Hessen fala um pouco sobre a morte do ponto de vista da religião:“O dia que tivermos certeza de que o que enterramos não é este ou aquele ser, mas um corpo que serviu para a valorização existencial de alguém que amamos, e que esse alguém estará sempre presente em nossa memória, pois que, experimentamos, apenas, um intervalo momentâneo, se comparado à eternidade, nosso comportamento será outro, muito mais harmonioso com esse fenômeno biológico, a que denominamos morte”

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