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Como funciona as eleições nos EUA

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Como funciona as eleições nos EUA

As eleições nos EUA funcionam de maneira um pouco diferente que as do Brasil. São um longo processo que se inicia nas prévias dos partidos e termina na escolha indireta do presidente por um colégio eleitoral. São marcadas pelas diferenças em cada estado americano, que possuem certa autonomia nos processos de decisão interna. Como é uma federação de estados, quem escolhe o presidente e seu vice para comandar o país são os delegados de cada unidade federada e cada uma delas tem um peso diverso, refletido no número de representantes, proporcional ao tamanho de sua população.

Dificuldade
Fácil
Instruções
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    O longo processo eleitoral nos EUA começa nas prévias, ou primárias, nas quais os partidos escolhem seus candidatos através de representantes estaduais. Elas ocorrem em cada estado de forma distinta: em alguns são somente os filiados ao partido que votam nas pré-candidaturas, em outros toda a população é chamada a dar sua opinião, por exemplo. As prévias servem para dar projeção nacional a um candidato, mas também para criar uma relação com seus apoiadores, iniciar o processo de captação de recursos e aprimorar o debate, que acontece internamente entre os pré-candidatos com seminários, debates e comícios.

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    Escolhidos os candidatos de cada partido, a campanha eleitoral americana começa e é marcada pelos altos gastos com publicidade e marketing eleitoral. Novamente, as campanhas são feitas de estado em estado, pois a votação é independente em cada unidade federada. Ao final da campanha, os eleitores, que não tem a obrigatoriedade do voto, decidem quem seu estado apoiará, designando delegados para o colégio eleitoral.

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    O colégio eleitoral é que decidirá quem serão os próximos presidente e vice. Os delegados que o compõem são designados por cada estado para representarem a vontade da maioria da população, expressa na votação. É formado por 538 representantes e para eleger-se presidente é preciso atingir a quantidade de 270 votos neste colégio, o que significa que nem sempre aquele que obtiver maioria dos votos na população será o eleito, a depender das margens de vitória em cada estado.

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    Todos os delegados de um estado, geralmente, seguem a vontade da população, ou seja, se em um estado um candidato houver vencido, mesmo que por margem pequena, todos os representantes firmarão o nome dele no colégio eleitoral. Por conta disso e da discrepância nos números de delegados para cada unidade federada é que a eleição do presidente pode não representar a vontade da maioria absoluta da população que votou, como nas eleições de 2000, em que George W. Bush venceu Al Gore pela maioria dos delegados, apesar de ter perdido na quantidade de votos no país todo. Já houve, também, casos em que alguns delegados não seguiram a vontade expressa pela votação de seu estado e votaram em candidato diverso, mas são exceções no processo eleitoral americano.

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    Nos EUA o voto não é obrigatório e há eleições também para governadores, senadores, congressistas e mais uma infinidade de cargos administrativos como Prefeitos, promotores e chefes de polícia, por exemplo, dependendo de como uma determinada comunidade se organiza, existindo vários níveis de administração local como os distritos, os condados, os municípios, etc. As comunidades nos EUA possuem certa autonomia de gestão. Levam em consideração questões como etnia, religião, raça ou mesmo o poder aquisitivo ao comporem-se e se organizam de acordo com as necessidades e vontades de sua população.

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