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Como gostar de matematica

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Como gostar de matematica

"Gostar" e "matemática" parecem duas palavras que não podem estar na mesma frase, a não ser se for uma oração negativa. Desde o início da vida escolar, quanto menos cálculos tiver uma disciplina, mais gostamos dela – a exceção se dá a alunos taxados de gênios ou “nerds”. Porém, gostando ou não, a matemática é usada diariamente por qualquer pessoa, mesmo sem ter a percepção de que o está fazendo: você calcula se seu troco está certo, calcula quanto deve pagar da fatura do cartão, calcula quanto deve tirar na próxima prova para não pegar recuperação, e a lista continua. Apesar de gostar de algo ser subjetivo e algo muito dependente de sua trajetória escolar, é possível pedagogicamente que a matemática e qualquer outra matéria fique menos chata caso você pare para pensar: a matemática foi e é sempre a mesma, o que muda é a abordagem a ela. Nesse texto vamos falar sobre uma tipo de abordagem mais contemporânea chamada Dialética, que entre seus estudiosos está Paulo Freire.

Instruções
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    Peça ajuda a um professor. A nova abordagem deve ser introduzida por um professor ou profissional habilitado para tal, como um pedagogo ou pesquisador da Dialética. O atual cenário brasileiro educacional ainda se prende à técnicas de repetição e memorização, isolando o conhecimento de nossa realidade, sem nenhuma pretensão revolucionária (não no sentido de revolução histórica, mas na ideia de que os oprimidos devem ter o mesmo acesso ao conhecimento que a classe dominante da sociedade tem). O profissional adequado dialético conduzirá essa nova maneira de ensinar, desmitificando o lado sombrio da matemática.

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    Associe o conteúdo com seu contexto sociocultural. Na Dialética, simplificadamente, tem um roteiro de passos: o aluno já tem uma história com o conteúdo, boa ou não, então vem o professor e mostra a teoria, juntos, constroem uma nova prática. Com a matemática não é diferente: você já teve alguns encontros com a matemática, alguns foram agradáveis, outros nem tanto; quando o professor aborda novo conteúdo, tente associá-lo com o que acontece no seu dia a dia, com notícias de jornas e televisão; tudo isso sempre com o professor, pois ele ensina aprendendo e aprende ensinando. É importante frisar que gostar é muito pessoal e de difícil mudança, o que se pretende com esse texto é enxergar a matemática de outro ângulo, dando chances de você criar novas opiniões sobre matemática

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    Compartilhe conhecimento. Assim como o profissional que estiver te orientando, você deve dar significados à nova visão do conhecimento acumulado pela sociedade – ensinar é uma ótima saída. Fazer aulas (e não dar), escrever textos simples, de fácil interpretação para todos, desenhar sobre o que aprendeu são técnicas para que possa dividir o que aprendeu e como aprendeu com aqueles que ainda não tiveram as mesmas oportunidades que você. Não importa se é uma criança ou idoso, semianalfabeto ou pós doutor, todos têm a aprender e você pode fazer isso. Ensinar matemática é uma forma de gostar de matemática. Bons estudos e divirta-se!

Dicas e AVISOS
  • Tente não forçar o gosto pela matemática. Deve ser algo natural, espontâneo e consensual.
  • Gostar, assim como o voto, é um ato pessoal e intransferível. Assim para você gostar de matemática, considera-se que a tradicional abordagem é ineficaz, tornando a nova abordagem dialética, um caminho para enxergar a disciplina com outros olhos.
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