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Como saber a hora certa de separar

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Como saber a hora certa de separar

Qualquer relacionamento exige dedicação, envolvimento e comprometimento, seja na família, no trabalho ou no grupo de amigos. Sempre implica em alguém ceder, alguém voltar atrás, alguém pedir desculpas, em perdas e ganhos. Até aí tudo bem, pois as pessoas conseguem superar estas pequenas perdas e crescem com isso. No entanto, quando é sempre a mesma pessoa que precisa ceder, ocorre um desequilíbrio na relação. Na verdade é um “acordo mudo”. A pessoa que sempre cede entende que deve agir assim para evitar conflitos, para ser aceita, para ser amada e por tantos outros motivos tão particulares. O ganhador acaba ficando numa situação mais confortável e até mesmo, menos desafiadora.

Uma relação para ser saudável e duradora precisa ser alimentada com respeito, confiança, tolerância, sinceridade, lealdade e, sobretudo, amor, pois este sentimento é um pressuposto para todos os outros. Quem ama saudavelmente (se é assim que devemos dizer), é capaz de conviver em harmonia num ambiente de trocas, parcerias e colaboração. Quando uma pessoa percebe que está sozinha lutando para que a relação se mantenha é provável que esta relação comece a desandar, ainda mais no dias de hoje que a separação deixou de ser um tabu.

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    Mas será que existe uma hora certa para separar e como saber identificá-la? Não há uma hora certa, pois cada relacionamento é único e envolve pessoas completamente diferentes, com histórias de vida particulares e que se uniram por motivos também únicos. Se pudéssemos estabelecer “uma hora certa” e “sinalizá-la” seria mais fácil, pois evitaríamos sofrimentos, agressões e até tempo perdido. Em muitos casos até que uma separação realmente aconteça, as pessoas envolvidas já sofreram bastante. Não só o casal, mas seus familiares e quando há filhos a situação se torna bem mais delicada, pois eles participam diretamente da situação, estão na mesma casa.

    A relação entre o casal é feita de altos e baixos, mas quando ambos buscam fortalecer o relacionamento e colaboram para ficar juntos por diversos meios, é muito provável que se encontre um ponto de equilíbrio e a relação se mantenha. As pessoas querem estar juntas então fazem isso acontecer, convivendo com as diferenças, aceitando-as e encontrando formas de renovar a união.

    Por outro lado, quando os envolvidos não conseguem identificar o ponto de equilíbrio da relação por falta de diálogo e entendimento a situação tende a piorar. Muitos casais não conseguem dizer o que querem ou esperam do seu companheiro. Ou até conseguem, mas o outro não dá a sua parcela de contribuição para a manutenção da união. Muitas vezes a pessoa não quer mais a relação, mas também não consegue expressar os seus sentimentos de insatisfação, atitude que acaba frustrando ao outro também. Com as frustrações vêm a culpa e a falta de respeito que pode gerar desavenças, discussões e até mesmo a infidelidade. É oportuno salientar que nem sempre as traições ocorrem por questões sexuais, muitas vezes é em busca de afeto, carinho e atenção, principalmente em relação às mulheres. Há situações em que os homens buscam simplesmente sexo fora de casa, mas acabam encontrando outros motivos para se separarem e começarem uma nova relação.

    Em alguns casos, o casamento acabou para ambos, nenhum dos dois deseja aquela relação, mas não tomam uma atitude de mudança. Mantêm uma situação por causa das condições financeiras, dos filhos, por dependência, pela idade avançada. Cada um tem os seus motivos para viver isso.

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    Considerando que cada caso é único e a dificuldade em apontarmos a hora certa para a separação, seguem alguns indícios de que a relação não está bem, assim, se houver amor, ainda dá tempo de recuperá-la: Aí vai:

    A) Quando o “nós” passa a ser somente “eu”;
    B) Quando o “eu” deixa de existir – perda da identidade;
    C) Falta de diálogo e entendimento;
    D) Desinteresse de um ou dos dois;
    E) Discussões constantes e insatisfações não resolvidas;
    F) Falta de respeito se torna comum;
    G) Quando o defeito de um se torna insuportável (antes era aceitável ou nem havia percebido)
    H) Solidão a dois;
    I) Falta de desejo sexual (não confundir com problemas de saúde);
    J) Falta de projetos em comum;
    K) Convivência tediosa e amarga;
    L) Infidelidade conjugal.

    Foram citados alguns indícios, a priori todos ainda contornáveis quando existe amor e interesse em manter a união. Não foi listada a agressão física, apesar de ela estar relacionada à falta de entendimento, à falta de respeito e à convivência amarga (muito amarga, diga-se). Quando há uma agressão física muita coisa já se perdeu e, seja quem for o agressor, deverá ser denunciado para que tenha condições de receber o tratamento adequado. Muitas mulheres e até homens suportam agressões físicas do outro e acabam colocando em risco as suas vidas, dos filhos ou de outro membro da família. O agressor é ou está doente e precisa de tratamento adequado.

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