Como ser um voluntário durante uma guerra

Como ser um voluntário durante uma guerra
Como ser um voluntário durante uma guerra

Comemora-se todos os anos em cinco de Dezembro o Dia Internacional do Voluntário. Desde sua criação a data tornou-se não só um meio de prestar homenagem a todos àqueles que dedicam suas vidas a ajudar aos que encontram-se em condições precárias, como também um dia para incentivar cidadãos comuns a doarem-se um pouco mais em prol de um bem maior. Datas à parte, vemos surgir de tempos em tempos, conflitos que comprometem a qualidade de vida de nações inteiras. Nestas situações de guerra os voluntários tornam-se peças essências para a vida de pessoas que foram oprimidas por armas de fogo.

Dificuldade
Fácil

Instruções

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    Uma busca rápida em qualquer dicionário revela que a palavra “voluntário” significa, tão somente, aquele que se oferece de boa vontade, e sem coação, a executar qualquer tipo de tarefa que beneficie outra pessoa. Contudo na vida real, e fora das páginas dos livros, o voluntário desempenha um papel de destaque e mérito em lugares em que a população vive em condições quase subumanas. Principalmente em tempos de guerra os voluntários são quase sempre responsáveis pelos únicos cuidados médicos, pela doação de gêneros alimentícios, pela manutenção da paz, pela defesa dos direitos dos oprimidos, pela luta por liberdade de expressão e igualdade entre gêneros, além de serem os maiores disseminadores de educação.
    Fica deste modo claro, o quanto ser um voluntário ajuda na reconstrução de países cuja estrutura social foi quase totalmente destruída por conflitos, sejam eles guerras civis, guerras de conquista ou mesmo disputas pelo domínio de fontes de riqueza encabeçadas pelas nações dominantes. Porém, antes de se voluntariar é preciso analisar de um ponto de vista um pouco menos romântico e bem mais realista, as dificuldades enfrentadas pelos voluntários. Zonas de conflito são regiões de perigo intenso, nas quais qualquer tarefa encontra-se muito abaixo das condições aceitáveis para a sua execução. O voluntário tem a todo momento sua persistência e sua boa vontade postas a prova, desde o momento em que acorda e mesmo na hora de ir dormir. Assim, apesar de qualquer um com disponibilidade poder participar de programas de voluntários, tratar de feridos e doentes, distribuir as escassas refeições diárias, ou simplesmente tentar ministrar uma aula em uma área de guerra, não são atividades que qualquer um gostaria de realizar.
    Esclarecidas estas questões, aquele que ainda julgar que a necessidade das pessoas que sofrem é maior que o próprio medo da guerra deve procurar por instituições que trabalham com programas de voluntários. Vale dizer que a grande maioria tem algum custo que deve ser pago pelo próprio voluntário e refere-se aos gastos com transportes. A ONU, Organização das Nações Unidas, possui também um programa que envia voluntários para várias partes do mundo. Ademais, podem ser encontrados ainda via internet dezenas de programas de voluntário que atuam tanto no interior do Brasil quanto no exterior do país, programas esses que fornecem suporte para que os interessados atuem não só em áreas de conflitos como também em comunidades carentes que necessitam de apoio tanto quanto qualquer país que esteja em guerra. Avaliar cada uma dessas propostas de acordo com as aptidões e anseios pessoais é parte fundamental do processo de seleção de um programa que seja compatível com o voluntário e cabe a ele mesmo eleger aquele que provavelmente tenha capacidade de desenvolver.

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