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Tarot gratuito: como fazer

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Tarot gratuito: como fazer

Engana-se quem entende o tarô como um consulta em que sempre devem estar presentes duas ou mais pessoas. Em verdade, buscar por meios das cartas uma leitura dos pontos implícitos do futuro ou presente ou de desdobramentos vindouros das nossas escolhas é uma atividade que pode ser executada solitariamente. Aliás, é preferível ao iniciante do universo das cartas, durante sua fase de formação, recorrer ao baralho para tratar apenas de si. Gerenciar as consequências de erros, imprecisões e omissões involuntárias, típicos de quem está aprendendo, sem envolver terceiros é mais desejável agora.



Neste artigo, são apresentados os pontos basilares desse processo (consulta) que, por meio de um instrumento (o tarô), propõe estabelecer uma ligação entre os planos superior e o dos mortais para trazer à tona aquelas informações que todo mundo quer saber.

Dificuldade
Fácil
Instruções
  1. 1

    A leitura de todo o universo de informações contido em uma única carta é um dos passos incontornáveis a todo aquele que opta por se enveredar pelo tarô. Estruturalmente, cada carta é constituída pela tríade: aspecto positivo, aspecto negativo e conselho oferecido. Em uma primeira divisão, classifica-se o baralho em arcanos maiores (22 unidades) e menores (56), sendo o primeiro, em uma analogia possível, mais próximo ao plano macro da vida, enquanto o segundo, ao micro. Entre maiores e menores não há, necessariamente, uma hierarquia.



    Cada um dos vinte e dois arquétipos, nos maiores, assume uma determinada dimensão de importância conforme o contexto no qual aparece. Já nos menores, o alcance individual de cada carta obedece às características do grupo ao qual pertence (naipes e figuras da corte), além, é claro, do contexto de aparição. Dentro dessa complexa estrutura, elas reúnem individualmente ainda dados minuciosos que as fazem únicas.

  2. 2

    As possibilidades de consulta ao tarô são inúmeras. A despeito da contrariedade dos mais tradicionais, o leitor tende a desenvolver ao longo do tempo uma forma particular de recorrer ao baralho – alguns preferem excluir algumas cartas, outras as separam em dois grupos (arcanos menores e maiores, por exemplo), outros ainda convidam a si mesmos ou a terceiros a exporem as cartas a partir de uma sequência pré-determinada.

    Não que inexista um modo consagrado de manusear as cartas. Ele consiste em reunir as 72 lâminas em um único monte e efetuar individualmente a retirada. Ocorre que a subjetividade no instante da leitura aparentemente conduz o leitor a um padrão. Aqui, cabe dizer que, mesmo dotado de um profundo conhecimento sobre o tarô, quem intermedia a consulta não está recorrendo a uma ação exclusivamente racional. Pelo contrário, a intuição e a receptividade ao extraordinário são determinantes para eficácia da interpretação das informações disponíveis.

  3. 3

    O resultado de uma consulta ao tarô deve sempre ser visto com alguma cautela. Não se trata de uma advinhação inquestionável, impossível de ser reinterpretado. Seja para si ou para terceiros, essas informações devem ser enxergadas mais como a inclusão de novas variáveis às equações já formuladas. Lembre-se: quem determina, em última análise, o que virá na próxima mão é você.

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